sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Dando a cara pra bater - p2


Se o racismo é um sentimento preconceituoso, daquele que se julga superior, então deveria ser ele o discriminado, pois quem mais poderia ser visto em sua extrema inferioridade senão o portador de tal arrogância, entre os da mesma raça?
Ivan Teorilang

Long time no see!

Hoje a polêmica é mais delicada. Dói mais, por assim dizer. Devo dizer antecipadamente que misturo fatos e pontos de vista pessoais(afinal, é o meu blog, certo?).

É uma ingenuidade da sociedade acreditar que o racismo é apenas contra negros. Pardos. Albinos. Brancos(sim!). Orientais. Caboclos. É impossível definir todos. E todos, sem exceção, sofrem de racismo, independente de onde vivem. O racismo é algo que está na nossa mente - e, infelizmente, em nossos corações. Não é uma questão cultural, não me venham com "vocês não gostam de nós porque fomos seus escravos". O racismo vem de dentro.
Fato número um: os portugueses nunca escravizaram os negros, mas sim os índios. Os negros mais ricos vendiam os mais pobres como escravos para os portugueses. Eles não eram escravos porque eram negros, eram escravos porque eram pobres. Igualmente injusto, porém necessário esclarecer esse ponto. E, depois que saíram da escravidão, acabaram por ficar mais pobres do que os brancos. Por uma questão histórico-cultural temos mais negros pobres do que brancos pobres. E daí? Vir me dizer que isso é racismo é erro, porque qualquer negro que queira estudar e sair da miséria vai conseguir, assim como qualquer branco de classe média que ache que não precisa de dinheiro nem de estudo, vai acabar caindo na miséria. Fato número dois: Certos países do oriente possuem horror, e eu repito, horror a negros, brancos, ocidentais em geral. Fato número três: Em muitos lugares, inclusive em alguns lugares dos EUA, os negros são extremamente racistas em relação aos brancos. Terminados os fatos, podemos ir aos questionamentos e lições de moral.
Doa em quem doer, o racismo existe. Lutar contra ele é essencial. Mas lutar contra ele não é abrir vagas para cotistas em universidades. Talvez leis contra o racismo sejam válidas, desde que não haja o abuso da lei(será pedir muito?). Lutar contra o racismo deve ser feito no dia-a-dia. Desde pequenos, somos diferentes. É nossa culpa? Temo que não. Fomos feitos diferentes e vamos combinar, somos lindos sendo diferentes. Não gostar do outro porque ele é diferente é mais do que falta de bom senso - é, inclusive, não gostar de si mesmo por ser diferente dos outros.

: Daisy Lane - Stereophonics

sábado, 24 de julho de 2010

Dando a cara pra bater - pt 1


"A quantidade de preconceito que cada um de nós tem é inversamente proporcional a de inteligência"
Jefferson Luiz Maleski

Primeiramente, explicando. Essa será uma série de MUITOS posts, nos quais expressarei minha opinião sobre temas naturalmente polêmicos. A prioridade é desabafar, porque ando cansada de muita coisa. O preconceito é uma delas. Mas falar do preconceito como um todo é muito assunto pra um dia só - portanto, falarei em partes. O primeiro tema é o preconceito contra os homossexuais - talvez por conveniência, talvez não, fica a critério de quem lê. É que existe um acontecimento muito recente que ainda insiste em martelar a minha mente e parte da vontade de escrever isso vem desse acontecimento.
Há quem diga que a sociedade está evoluindo; eu digo que não. A cada vez que olho, vejo-a regredir ainda mais. Ou pior: vejo-a dividida em três grupos - um que está realmente evoluindo, outro que está parado no mesmo ponto há cerca de três décadas e outro que insiste em regredir. Se formos colocar em números, a quantidade de pessoas que estão evoluindo é imensamente menor a que regride. Portanto, continuamos regredindo.
Alguém tem um motivo pra me dar? Eu preciso de um. Quem são seus amigos, quem você beija, quem você leva pra cama, quem você namora, quem você ama, quem te faz feliz - nada disso deveria importar para alguém além de você mesmo(ou, claro, do(s) seu(s) namorado(a)(s)/cônjugue(s)).
Não aceitar NÃO é aceitável - só nos acostumamos. Porém não iremos nos acostumar com terceiros tentando nos fazer engolir suas verdades deturpadas, às vezes de forma pacífica e, outras, de forma agressiva. Usando livros sagrados ou motivos falhos para justificar seus preconceitos, eles nos xingam, humilham.... e alguns agridem. MATAM. Duvidam da nossa capacidade profissional, do nosso caráter. O carater de alguém não é, nunca foi e nunca será consequência de sua opção sexual.
Usam o nome de Deus! Blasfêmia, sou eu que digo! Porque a Bíblia, escrita há MUITO tempo atrás, prega inclusive preconceito contra deficientes, negros, pobres, e muitas outras pessoas. Se formos levar tudo ao pé da letra vamos regredir muito mais! Perdão, meu Deus é amor. Se o seu é guerra, então acho que não estamos falando do mesmo Deus - e cada um segue a divindade que bem acredita, não é?
Quanto tempo vai demorar pra sociedade aceitar essa verdade que não é minha, nem dos homossexuais em geral, mas uma verdade UNIVERSAL, que prega a igualdade e o direito de escolha?
Até lá, farei-os engolir, também. Não me privarei de viver, de amar, de ser feliz por um motivo que nem sequer conseguem explicar, se você for perguntar.


: Quarta-feira - Cazuza

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Se vamos todos morrer no final, pra que viver então?



O próprio viver é morrer, porque não temos um dia a mais na nossa vida que não tenhamos, nisso, um dia a menos nela.
Fernando Pessoa

Frequentemente nos vemos abordados pela seguinte questão: "Qual o sentido da vida? Vamos todos morrrer, não vamos? Pra que trabalhar, estudar, viver, afinal?". Não sou exceção. Tenho dúvidas. Me pergunto qual o sentido disso tudo, já cheguei a ter vontade de desistir, de me sentar e viver uma vida medíocre e esperar a morte. Porque é a ela que todos nós estamos esperando, novos ou velhos, sentados ou seguindo com a vida. Loucura, disse a mim mesma. Não desisto. Nunca.

Meus medos são pequenos, e quase nunca relacionados a isso. Nunca tive medo de seguir, nem de me sacrificar, muito menos de errar, perder, chorar. Ainda não tive grandes perdas, nem chorei por muito. Já errei pra caralho, vivo errando e nem sempre aprendendo com os erros. Sigo me sacrificando e tem sido muito difícil, psicologicamente, nos últimos meses, mas espero um dia ter um retorno. Sacrifício parece exagero? Provável. Mas não deixa de ser. Principalmente porque cansa demais.

Meus sonhos, meus objetivos - vivo para seguí-los. Vou alcançá-los pra no final morrer. De tão cansada, talvez. Realizada, no mínimo. A verdade é que a vida é um joguinho de RPG no qual devemos seguir subindo uma montanha, com as opções de desistir e pular dali mesmo - o que acarreta em morte -, desistir e estacionar - com a chance de voltar a jogar quando quiser -, ou... continuar subindo até não aguentar mais. Não tem fim. Uma hora você não pode mais. E acaba morto. Eu sei que eu quero ir o mais longe possível. Não vou ficar pra trás, perdão. Sigo subindo.

Viver é o que me mata. E é o que me mantém viva.

: Eu sei - Legião Urbana

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Eu e livros

"Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com seu amante."
Clarice Lispector

Tenho uma relação poligâmica, aberta, amorosa, co-dependente e problemática com cada um dos meus livros.
Eles, geralmente, chegam em uma caixa ou sacola entregue pelos correios ou alguma transportadora. A viagem no elevador chega a ser dolorosa. Abro as portas, rasgo com ferocidade animal qualquer tipo de coisa que impeça a abertura da caixa e, por fim, a abro. Vejo o dito cujo - ou os ditos cujos - e me encho de alegria. Abro o livro, folheio, sinto o cheiro reconfortante de livro novo. Me perco nas páginas até então intocadas por outras pessoas exceto aquelas que contribuiram para que ele chegasse a mim.
Também pode acontecer, mais raramente, dele vir comigo após uma ida ao shopping. Não aguento: leio no ônibus mesmo, devoro cada palavra, sem me importar com o que pensam de mim.
Ele pertence a mim. É meu, fui sua primeira dona e provavelmente serei a única.
Ele depende de mim. Sem mim, ficará jogado na estante, às traças, implorando para ser lido.
E eles imploram. Acredite ou não. Quanto mais empoeirado, mais desesperado. Às vezes sinto pena de um ou outro e releio. Às vezes releio por saudade. Mas a maioria deles são lidos apenas uma vez. Quando se lê um livro pela primeira vez, existe toda uma excitação, uma magia, um suspense para saber o que acontece. Cada palavra, adjetivo, verbo é uma novidade. Nada é tão bom quanto ler um livro pela primeira vez. Na segunda, você consegue entender aquilo que ficou nas entrelinhas e na terceira, já sabe boa parte das falas e descrições. Todas são experiências únicas. Mas a primeira... é de longe a melhor.
Algumas vezes, empresto-os, mas me dói ficar longe por muito tempo. Voltam quase sempre piores do que já estavam - normal, é o desgaste natural do virar de páginas. Mas eles voltam felizes por terem sido lidos por mais alguém, por conseguirem transmitir a sua mensagem para mais uma pessoa.
Pode me chamar de louca.
Os livros são meus amantes, meus companheiros de noites de insônia, meus substitutos de café durante as viagens de ônibus, minha fonte de energia, de cultura e de conhecimento.
E é por isso que deles eu não abro mão.




(Happy 18h birthday, little B)

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Impossível?

"O homem não teria alcançado o possível se, repetidas vezes, não tivesse tentado o impossível."
Max Weber

Quero chocolate-quente nas tardes frias de inverno,
sair para colher flores na primavera,
banho gelado nas noites quentes de verão.
E, no outono, andar sem rumo por aí.

Quero o sabor agridoce de uma lágrima de amor,
o sorriso sincero de um amigo,
o abraço apertado de um amigo-irmão,
te ter nos meus braços às quatro da manhã.

Quero conhecer o mundo,
se possível tê-lo em minhas mãos,
voar mais alto, cair de lá de cima,
me recuperar sem nunca desistir.

Quero as palavras mais bonitas,
os dias mais memoráveis,
as piadas mais sem-graça,
as músicas mais perfeitas.

Quero o impossível..
E é o impossível que eu vou ter.

O preço?
Eu pago sem pensar duas vezes.

~~~~~~x~~~~~~

Estou seriamente abalada. Muito mesmo. Eu sei que não sou lá um modelo de confiança, mas um pouquinho não faz mal.

PS: Próximo show sozinha, só de carro.

: breed - nirvana

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Caos in wonderful city

Deprimente: é essa a situação carioca. Vamos lá, políticos, me digam: se isso acontecesse no meio das Olimpíadas(e não me venham com essa de que a situação é atípica e só aconteceu agora e bla bla bla porque todos sabemos que vai acontecer sempre nos próximos anos, é essa a tendência), vocês iriam mandar todos os turistas permanecerem em casa ou iriam realmente se esforçar pra fazer alguma coisa para acabar com esse caos?

E que porra de cidade maravilhosa é essa? Pior do que a chuva, é ver o povo se deixar abater, tudo parar... Vamos decretar feriado sempre que chover muito? É sempre feriado em São Paulo, então?

(Noticiários cada vez mais convenientes. Aonde eles enfiaram as baladas perdidas, gente morta por causa de violência e roubos? No cu, só se for, porque tenho certeza que nada parou de aconttecer)

: filter - nine inch nails

domingo, 4 de abril de 2010

Mas, mas... por quê?

Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?
Fernando Pessoa

Já pensei assim. Mas hoje eu tenho os porquês.

Porque só ela me faz rir de piadas sem graça, porque só ela fica filosofando comigo até às seis da manhã, porque só ela aguenta não entender as minhas crises que nem eu entendo.

Porque só com ela me sinto eu.

Porque só por ela, eu faria quase tudo(e devo acrescentar, minha idéia de sacrifício é absurdamente deturpada, existem muitas coisas que eu não faria devido a fatores externos e/ou porque não adiantaria de nada u.u).

E porque só ela vira o meu mundo upside down.

Por isso amo.

Clichê. Meloso. Whatever - this is how I feel.

(só pra quebrar o açúcar excessivo, tenho um pedido a fazer: MORRAM COM EDUCAÇÃO, como diria o espírito guia do Chico Xavier chamado Emanuel - sim, eu fui hj ver o filme, rachei de rir XDD)

: back in black - ac/dc

sábado, 20 de fevereiro de 2010

...

eu não vou cair, nem te deixar cair, pode segurar
não sei lidar, mas posso aprender
acho que você não tem idéia do que eu faria por você,
confia um pouco mais em mim

sinto a pressão, sim, me assusto demais, não ligo
vem comigo, me dá a mão
eles jogam pedras no nosso caminho,
mas eu quero seguir.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Capitalismo Desenfreado

é tudo marketing. mesmo que eles digam que não, mesmo que você queira acreditar que não. todos, inclusive eu, queremos sempre mais dinheiro. pra quê? gastar, óbvio. por quê? porque alguém nos disse que só seremos grandes se comprarmos. por quê? porque comprando estaremos ficando cada vez mais pobres e tornando esse alguém cada vez mais rico.

vivemos num mundo aonde o dinheiro importa. se você não o tem, está fora. não importa como conseguiu esse dinheiro, quantas árvores morreram para que você o tivesse nem quantas pessoas trabalharam para que você ficasse mais rico. não importa quantas vidas foram intoxicadas, quantas bombas foram lançadas, quantos destinos foram traçados. crueldade, esse capitalismo desenfreado.

o pior: eu ainda não sei como me libertar dele. estamos presos, esperando que alguém nos tire daqui.

: nothing

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Viver, aprender

Viver é como andar de bicicleta: é preciso estar em constante movimento para manter o equilíbrio.
Albert Einstein

O meu segredo?

Nunca paro de aprender. Aprendo tudo o que gosto, que me interessa, absorvo cada detalhe daquilo. Por isso mudo constantemente, por isso sempre sou mais do que fui ontem.

E pra não enlouquecer?

Nunca deixo de viver. Amo, sorrio, me divirto, brinco, choro, grito, durmo, ouço, faço, escrevo, leio, assisto, me mato um pouco mais. Por isso não sou - tão - chata, por isso consigo manter as pessoas ao meu redor.

Eu gosto de aprender, eu gosto de viver. Eu quero sempre viver aprendendo, eu quero sempre viver vivendo. São duas coisas que gosto de fazer, que preciso...

: insecure - joan jett & the blackhearts